25 de maio de 2016

Jogos Olímpicos - LA 2024



As artes gráficas nos Jogos Olímpicos - Cartaz da Exposição


As Artes Gráficas nos Jogos Olímpicos #18


Franz Würbel (1896- ?) 
Germany  Olympic Games, Berlim, 1936
Os Jogos Olímpicos foram em todas as suas manifestações palco privilegiado para a propaganda das nações. Os Jogos de 1936 foram-no de forma insuperável procurando um espaço novo para as ideias racistas e para a pretensa superioridade ariana. Através da arquitectura, da escultura, e dos rituais presentes nos diversos recintos desportivos, o terceiro Reich procurou a sua legitimação na Antiguidade clássica subitamente próxima dos povos teutónicos.
Adolf Hitler (1889-1945) que na sua juventude aspirou a ser artista, favoreceu, enquanto linguagem artística, o classicismo banindo toda a experimentação, todo a crítica, o que culminou com o confisco, em 1937, de toda a arte moderna presente nos museus alemães. Nesse mesmo ano promoveu uma série de exposições que circularam por toda a Alemanha sob o título Entartete Kunst (Arte Degenerada), onde se procurou demonstrar a natureza "pervertida" e "anormal" da arte moderna. Exposições que incluíram aristas como: Marc Chagall (1887—1985), Max Ernst (1879—1976), Vasily Kandinsky (1866—1944), Paul Klee (1879—1940), entre outros.
O comité organizador dos Jogos Olímpicos promoveu um concurso para a elaboração de um poster para os Jogos. Foram apresentados 59 projectos de 49 artistas alemães. Nenhuma das propostas apresentadas correspondeu às três condições indicadas pela Comissão encarregue da promoção publicitária: indicar a importância dos jogos, fazer recair a atenção sobre a cidade de Berlim, promover os jogos no exterior de forma clara e compreensível. Foi então promovido um segundo concurso com novos artistas tendo a seleção recaído sobre o projeto de Franz Würbel.
O cartaz mostra as famosas portas de Brandeburgo cuja construção, ordenada pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm II, ocorreu em Berlim em finais do século XVIII, tendo sido inspirada no Propylaeum, a entrada da Acrópolis em Atenas. A quadriga, carruagem conduzida por quatro cavalos e originalmente guiada por Eirene, a  deusa da paz, foi desenhada por Johann Gottfried Schadow e colocada no topo do portão em 1793. Em 1806, durante a ocupação de Berlim pelos franceses,  Napoleão mandou levar a quadriga para Paris. Oito anos mais tarde quando é derrotado, a quadriga é recuperada e trazida de volta a Berlim, onde recebeu uma cruz de ferro (que foi uma condecoração militar instituída pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm III), com uma águia prussiana no topo, simbolizando assim a vitória. Em primeiro plano, são mencionados o local e a data dos jogos, "Berlin 1936, Olympic Games, 1st-16th August,".Em plano de fundo e no topo do cartaz, os anéis olímpicos. Dominando toda a composição, a figura de um vencedor coroado com os louros da vitória e o braço levantado em saudação.
[8D: Patrícia Silva. 8F: Diogo Cruz]

15 de maio de 2016

As Artes Gráficas nos Jogos Olímpicos #17


Emil Ember (…-…)
Cartaz, Olympische Spiele, Amsterdam, 1928
A imagem mostra um corredor segurando um ramo de louro, símbolo de vitória. A formulação Olympische Spiele 1928 – Amsterdam, surge sobre um fundo azul (no original). A bandeira dos Países Baixos flutua em primeiro plano, ocultando a nudez do atleta.
Os Jogos Olímpicos de Verão de 1928, oficialmente Jogos da IX Olimpíada, realizaram-se na cidade de Amesterdão, (Países Baixos), entre 17 de maio e 12 de agosto daquele ano, num clima de paz e prosperidade que viria a anteceder vinte anos de perturbação e guerra. Nestes Jogos, as mulheres puderam finalmente competir no atletismo.  O nível de competitividade aumentou com o retorno às Olimpíadas dos países derrotados na Primeira Guerra Mundial e até então proibidos de participarem: Alemanha, Áustria, Hungria e Bulgária.
[7G: Celina Wang. 8A: Daniela Rodrigues, Erica Amorim, Erica Correia, Miguel Batista, Ruben Correia. 8C: Beatriz Ribeiro]