3 de junho de 2016
1 de junho de 2016
25 de maio de 2016
As Artes Gráficas nos Jogos Olímpicos #18
Franz
Würbel (1896- ?)
Germany Olympic Games, Berlim, 1936
Os Jogos Olímpicos foram em todas as suas
manifestações palco privilegiado para a propaganda das nações. Os Jogos de 1936
foram-no de forma insuperável procurando um espaço novo para as ideias racistas
e para a pretensa superioridade ariana. Através da arquitectura, da escultura,
e dos rituais presentes nos diversos recintos desportivos, o terceiro Reich
procurou a sua legitimação na Antiguidade clássica subitamente próxima dos
povos teutónicos.
Adolf Hitler (1889-1945) que na sua juventude
aspirou a ser artista, favoreceu, enquanto linguagem artística, o classicismo
banindo toda a experimentação, todo a crítica, o que culminou com o confisco,
em 1937, de toda a arte moderna presente nos museus alemães. Nesse mesmo ano
promoveu uma série de exposições que circularam por toda a Alemanha sob o
título Entartete Kunst (Arte Degenerada), onde se procurou demonstrar a
natureza "pervertida" e "anormal" da arte moderna.
Exposições que incluíram aristas como: Marc Chagall (1887—1985), Max Ernst
(1879—1976), Vasily Kandinsky (1866—1944), Paul Klee (1879—1940), entre outros.
O comité organizador dos Jogos Olímpicos promoveu um
concurso para a elaboração de um poster para os Jogos. Foram apresentados 59 projectos
de 49 artistas alemães. Nenhuma das propostas apresentadas correspondeu às três
condições indicadas pela Comissão encarregue da promoção publicitária: indicar
a importância dos jogos, fazer recair a atenção sobre a cidade de Berlim,
promover os jogos no exterior de forma clara e compreensível. Foi então
promovido um segundo concurso com novos artistas tendo a seleção recaído sobre
o projeto de Franz Würbel.
O cartaz mostra as famosas portas de Brandeburgo
cuja construção, ordenada pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm II, ocorreu em
Berlim em finais do século XVIII, tendo sido inspirada no Propylaeum, a entrada
da Acrópolis em Atenas. A quadriga, carruagem conduzida por quatro cavalos e
originalmente guiada por Eirene, a deusa da paz, foi desenhada por Johann
Gottfried Schadow e colocada no topo do portão em 1793. Em 1806, durante a
ocupação de Berlim pelos franceses, Napoleão mandou levar a quadriga para
Paris. Oito anos mais tarde quando é derrotado, a quadriga é recuperada e
trazida de volta a Berlim, onde recebeu uma cruz de ferro (que foi uma
condecoração militar instituída pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm III), com
uma águia prussiana no topo, simbolizando assim a vitória. Em primeiro plano,
são mencionados o local e a data dos jogos, "Berlin 1936, Olympic Games,
1st-16th August,".Em plano de fundo e no topo do cartaz, os anéis
olímpicos. Dominando toda a composição, a figura de um vencedor coroado com os
louros da vitória e o braço levantado em saudação.
[8D: Patrícia Silva. 8F: Diogo
Cruz]
15 de maio de 2016
As Artes Gráficas nos Jogos Olímpicos #17
Emil
Ember (…-…)
Cartaz, Olympische
Spiele, Amsterdam, 1928
A imagem mostra um corredor segurando um ramo de
louro, símbolo de vitória. A formulação Olympische Spiele 1928 – Amsterdam,
surge sobre um fundo azul (no original). A bandeira dos Países Baixos flutua em
primeiro plano, ocultando a nudez do atleta.
Os Jogos Olímpicos de Verão de
1928, oficialmente Jogos da IX Olimpíada, realizaram-se na
cidade de Amesterdão, (Países Baixos), entre 17 de maio e 12 de agosto daquele ano, num
clima de paz e prosperidade que viria a anteceder vinte anos de perturbação e
guerra. Nestes Jogos, as mulheres puderam finalmente competir no atletismo. O nível de
competitividade aumentou com o retorno às Olimpíadas dos países
derrotados na Primeira Guerra
Mundial e até então proibidos de participarem:
Alemanha, Áustria, Hungria e Bulgária.
[7G: Celina Wang. 8A: Daniela
Rodrigues, Erica Amorim, Erica Correia, Miguel Batista, Ruben Correia. 8C:
Beatriz Ribeiro]
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